Straub: No se puede adaptar un libro si este libro no nos toca, y una obra no puede tocar a nadie si no la encontramos violentamente, en la vida –porque hayamos vivido al menos la mitad de las experiencias que vivió su autor. Si hicimos Nicht versöhnt, a partir de Heinrich Böll, es porque pensaba en la cuestión de Argelia. Y Les Yeux…, basada en Corneille, no fue hecha sólo para contar cómo fue el ascenso al poder del sucesor de Nerón, o porque esta historia nos recordara a The Big Sleep, de Hawks, sino porque no había una sola escena en ese texto que no hubiera sido una experiencia personal para mí o para Danièle, en nuestras familias o con personas de la sociedad. Nadie puede hacer cosas que se conviertan en formas y materias audiovisuales si estas cosas no son el fruto de sus propias experiencias.http://www.elumiere.net/exclusivo_web/internacional_straub/textos/straub_lisboa.php
(...)
Es necesario, por encima de todo, que la cámara no sea un ojo, sino la vista. Este es el trabajo. (…) Es conocer la distancia, moral y material (da lo mismo) entre lo que se muestra y la cámara. Para el encuadre, los alemanes usan la palabra “Einstellung”. Einstellung también significa disposición moral. (…). Lo que es necesario, creo, es una idea. Una idea que no sea una intención simbólica ni psicológica. Una idea moral, luego política.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
sábado, 21 de julho de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
terça-feira, 25 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
"Demora muito tempo ver um filme...
...É tão difícil fazer um filme como vê-lo bem. E às vezes o tempo passa e as coisas tornam-se mais claras".
-Pedro Costa
domingo, 13 de fevereiro de 2011
A alma e os sentimentos...
... não são o princípio e o fim de tudo, inclusive da sétima arte: são um dos aspectos da existência, do mundo, do homem, do cinema.
Sganzerla, Cineastas da alma, 1965
sábado, 1 de janeiro de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
bom dia boa tarde boa noite Amor
pois tudo que eu falo
que eu canto
que eu penso
que eu amo
que eu olho
que eu quero
só vejo você
mas por favoooooor.....
que eu canto
que eu penso
que eu amo
que eu olho
que eu quero
só vejo você
mas por favoooooor.....
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Mrs. Dalloway
Bem, diverti-me; sempre foi alguma coisa, pensou, olhando para os oscilantes vasos de pálidos gerânios. Um prazer desfeito em pó, pois era meio inventado, como muito bem o sabia; inventada, aquela aventura com a moça; fabricada, como se fabrica a melhor parte da vida; como se inventa uma deliciosa diversão, e qualquer coisa mais. Era esquisito, e inteiramente verdade; tudo o que não se podia compartilhar... esvaía-se em pó.

(Pialat,Police,1985)

(Pialat,Police,1985)
terça-feira, 14 de setembro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Glaura revivida
Certa rua começa algures e vem dar no meu coração.
Nessa rua passa um conto feito de pedacinhos de histórias
de ouro, de velhos, de estrume, de seleiros falidos.
Nessa rua acaba de passar
a menina-e-moça de tranças e blue jeans pela calçada
É um violão andando, um som
unindo algures de ontem a nenhures de eternidade.
_Carlos Drummond de Andrade, Farewell.
Nessa rua passa um conto feito de pedacinhos de histórias
de ouro, de velhos, de estrume, de seleiros falidos.
Nessa rua acaba de passar
a menina-e-moça de tranças e blue jeans pela calçada
É um violão andando, um som
unindo algures de ontem a nenhures de eternidade.
_Carlos Drummond de Andrade, Farewell.
sábado, 26 de junho de 2010
O homem essencial: Man of Aran, de Robert Flaherty
Chamamos de cinegenia a maneira pela qual a máquina se apropria e faz sua, remodela, redesenha aquilo de que ela se apodera: corpo, rosto, coisa. Essa nova dimensão conferida ao ser ou à coisa filmada é antes de tudo a declaração de que houve um olhar para esse ser ou essa coisa. O cinema inscreve naquilo que filma a idéia, o código, a aura do olhar. Olhar que deve ser um pouco menos humano (a máquina) para que eu possa vê-lo, para que ele seja notado. Passando pelo cinema, o mundo torna-se olhar para o mundo. Mundo como olhar.
Jean-Louis Comolli
segunda-feira, 21 de junho de 2010
By this river
Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down
Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came
You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time.
sábado, 19 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Corpus Christi
O que resta fazer num feriado desses senão sentir alguma saudade? Saudades daquela outra Corpus Christi. Não necessariamente da cidade, da qual eu não gostava muito... Mas havia um estar-lá tão diferente que estar-aqui. Difícil explicar, porque era tão sofrível! E aqui também sempre é de algum modo. No final das contas, não sei. É meio vazio meio cheio. Meio sonho meio dor meio fuga meio cheiro meio língua meio descoberta. Vontade de ficar e de voltar de viver outra coisa.

Corpus Christi, TX
Corpus Christi, TX
quarta-feira, 12 de maio de 2010
I need something to breathe
I will try not to burden you
I can hold these inside
I will hold my breath
Until all these shivers subside
Just look in my eyes
terça-feira, 11 de maio de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
307.
Em favor da crítica - Agora lhe parece um erro o que outrora você amou como sendo a verdade ou probabilidade: você o afasta de si e imagina que sua razão teve aí uma vitória. Mas talvez esse erro, quando você era outro - você é sempre outro, aliás -, lhe fosse tão necessário quanto as suas "verdades" de agora, semelhante a uma pele que lhe escondia e cobria muitas coisas que você ainda não podia ver. Foi sua nova vida que matou para você aquela opinião, não sua razão: você não precisa mais dela, e agora ela se despedaça e a irracionalidade surge dentro dela como um verme que vem à luz. Quando exercemos a crítica, isso não é algo deliberado e impessoal - é, no mínimo com muita frequência, uma prova de que em nós há energias vitais que estão crescendo e quebrando uma casca. Nós negamos e temos de negar, pois algo em nós está querendo viver e se afirmar, algo que talvez ainda não conheçamos, ainda não vejamos! - estou dizendo isso em favor da crítica!
Nietzsche, A Gaia Ciência
sexta-feira, 2 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
O pouco que sobrou
Eu cansei de ser assim não posso mais levar se tudo é tão ruim por onde eu devo ir? A vida vai seguir ninguém vai reparar aqui neste lugar eu acho que acabou mas vou cantar pra não cair fingindo ser alguém que vive assim de bem
terça-feira, 9 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
(:
A Laura vem escutando coisas aleatórias em outras línguas, sobretudo em Inglês.
Nesses dias eu a ouvi cantar: "Blockbuster to you..."
Nesses dias eu a ouvi cantar: "Blockbuster to you..."
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Último capítulo
Felizmente — ah! um felizmente neste último capítulo de um caipora, é, na verdade, uma anomalia; mas vão lendo, e verão que o advérbio pertence ao estilo, não à vida; é um modo de transição e nada mais.
Machado de Assis
domingo, 24 de janeiro de 2010
Emily L.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Avatar
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Tendo ao desapontamento
Segundos sussurram horas
línguas confundem
o pensamento.
Infindas combinações semânticas
explodem
e se perdem também
nos olhos.
Quem se fala? Quem se grita?
Respirar esparso
doído
como se simplesmente
não houvesse
não fosse possível
cabível
...
you want to go out friday
and you want to go forever.
you know that it sounds childish
that you've dreamt of alligators.
you hope that we are with you
and you hope you're recognized
you want to go forever
you see it in my eyes.
I'm lost in the confusion
and it doesn't seem to matter
you really can't believe it
and you hope it's getting better
Hope, R.E.M.
línguas confundem
o pensamento.
Infindas combinações semânticas
explodem
e se perdem também
nos olhos.
Quem se fala? Quem se grita?
Respirar esparso
doído
como se simplesmente
não houvesse
não fosse possível
cabível
...
you want to go out friday
and you want to go forever.
you know that it sounds childish
that you've dreamt of alligators.
you hope that we are with you
and you hope you're recognized
you want to go forever
you see it in my eyes.
I'm lost in the confusion
and it doesn't seem to matter
you really can't believe it
and you hope it's getting better
Hope, R.E.M.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Capítulo belíssimo
197
Vagaram sem destino. O estômago de Rubião interrogava, exclamava, intimava; por fortuna, o delírio vinha enganar a necessidade com os seus banquetes das Tulherias. Quincas Borba é que não tinha igual recurso. E toca a andar acima e abaixo. Rubião, de quando em quando, sentava-se no lajedo, e o cão trepava-lhe às pernas, para adormecer a fome; achava as calças molhadas, e descia; mas tornava logo a subir, tão frio era o ar da noite, já noite alta, já noite morta. Rubião passava-lhe as mãos por cima, resmungando algumas palavras magras.
Se, apesar de tudo, Quincas Borba conseguia adormecer, acordava logo, porque Rubião levantava-se e punha-se outra vez a descer e subir ladeiras. Soprava um triste vento, que parecia faca, e dava arrepios aos dois vagabundos. Rubião andava devagar; o próprio cansaço não lhe permitia as grandes pernadas do princípio, quando a chuva caía em bátegas. As paradas eram agora mais freqüentes. O cão, morto de fome e de fadiga, não entendia aquela odisséia, ignorava o motivo, esquecera o lugar, não ouvia nada, senão as vozes surdas do senhor. Não podia ver as estrelas, que já então rutilavam, livres de nuvens. Rubião descobriu-as; chegara à porta da igreja, como quando entrou na cidade; acabava de sentar-se e deu com elas. Estavam tão bonitas, reconheceu que eram os lustres do grande salão e ordenou que os apagassem. Não pôde ver a execução da ordem; adormeceu ali mesmo, com o cão ao pé de si. Quando acordaram de manhã, estavam tão juntinhos que pareciam pegados.
Vagaram sem destino. O estômago de Rubião interrogava, exclamava, intimava; por fortuna, o delírio vinha enganar a necessidade com os seus banquetes das Tulherias. Quincas Borba é que não tinha igual recurso. E toca a andar acima e abaixo. Rubião, de quando em quando, sentava-se no lajedo, e o cão trepava-lhe às pernas, para adormecer a fome; achava as calças molhadas, e descia; mas tornava logo a subir, tão frio era o ar da noite, já noite alta, já noite morta. Rubião passava-lhe as mãos por cima, resmungando algumas palavras magras.
Se, apesar de tudo, Quincas Borba conseguia adormecer, acordava logo, porque Rubião levantava-se e punha-se outra vez a descer e subir ladeiras. Soprava um triste vento, que parecia faca, e dava arrepios aos dois vagabundos. Rubião andava devagar; o próprio cansaço não lhe permitia as grandes pernadas do princípio, quando a chuva caía em bátegas. As paradas eram agora mais freqüentes. O cão, morto de fome e de fadiga, não entendia aquela odisséia, ignorava o motivo, esquecera o lugar, não ouvia nada, senão as vozes surdas do senhor. Não podia ver as estrelas, que já então rutilavam, livres de nuvens. Rubião descobriu-as; chegara à porta da igreja, como quando entrou na cidade; acabava de sentar-se e deu com elas. Estavam tão bonitas, reconheceu que eram os lustres do grande salão e ordenou que os apagassem. Não pôde ver a execução da ordem; adormeceu ali mesmo, com o cão ao pé de si. Quando acordaram de manhã, estavam tão juntinhos que pareciam pegados.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Cette vie
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
No Tratado das Grandezas do Ínfimo estava escrito:
Poesia é quando a tarde está competente para dálias.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras.
Manoel de Barros, 1993.
É quando
Ao lado de um pardal o dia dorme antes.
Quando o homem faz sua primeira lagartixa.
É quando um trevo assume a noite
E um sapo engole as auroras.
Manoel de Barros, 1993.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Noções
Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza,
só recolho o gosto infinito das respostas que não se
encontram.
Cecília Meireles
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
"...nosso único vínculo"
O fato moderno é que já não acreditamos neste mundo. Nem mesmo nos acontecimentos que nos acontecem, o amor, a morte, como se nos dissessem respeito apenas pela metade. Não somos nós que fazemos cinema, é o mundo que nos aparece como um filme ruim. A propósito de Bande à part, Godard dizia "São as pessoas que são reais, e é o mundo que se isola. É o mundo que se fez cinema. É o mundo que não está sincronizado - elas são justas, verdadeiras, representam a vida. Vivem uma história simples, é o mundo em volta delas que vive um roteiro ruim". É o vínculo do homem com o mundo que se rompeu. Por isso, é o vínculo que deve se tornar objeto de crença: ele é o impossível, que só pode ser restituído por uma fé. A crença não se dirige mais a outro mundo, ou ao mundo transformado. O homem está no mundo como numa situação ótica e sonora pura. A reação da qual o homem está privado só pode ser substituída pela crença. Somente a crença no mundo pode religar o homem com o que ele vê e ouve. É preciso que o cinema filme, não o mundo, mas a crença neste mundo, nosso único vínculo.
G. Deleuze, A imagem-tempo (O pensamento e o cinema, p. 207)
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Sou fã desse Bobo da corte
Quem cuida mais do dedão
Do que do seu coração
Não dormirá mais, traído
Por um calo dolorido
[Bobo do Rei Lear - Tradução de Millôr Fernandes]
Ainda em O Rei Lear...
Somos para os deuses o que as moscas são para os meninos: matam-nos só por brincadeira.
[Gloucester, ato IV]
Assinar:
Postagens (Atom)










